(Paráfrase de "Encarnação", de Cruz e Souza)
Amais, então amais esses meus beijos,
Amais, então me amais sem mais receio,
Essas paixões, tão trêmulas de anseio,
Que só por vós já sofrem tais desejos...
Fogo, que vós queimais com tais gracejos,
Em seu luzir, a lua mostra os meios,
Grandes, belos, impávidos os seios,
Ais de prazer, famintos os ensejos...
Sejam reais os sonhos mais impuros,
Onde gentis, ornados, belos muros
Beijam a bruma densa e alumiada.
Beijos, carícias ternas e uma ânsia
E longas pernas formam alternância
E o coração palpita sem parada!
Nenhum comentário:
Postar um comentário